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Professora Silvia Gonçalves receberá o Prêmio Maria Felipa


A educadora Silvia Gonçalves, atual Coordenadora Operacional Acadêmica da Faculdade de Medicina Zarns, será uma das agraciadas com o Prêmio Maria Felipa 2025. Esta honraria, que em 2024 completou 15 anos, é reconhecida como uma das mais significativas no estado da Bahia, celebrando a atuação de mulheres negras que se destacam na luta por direitos e contra o racismo.


Mestra em Letras pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a trajetória de Silvia Gonçalves é marcada por uma sólida carreira na área da Educação. Antes de integrar a equipe da Zarns, ela atuou na educação básica, foi servidora pública e lecionou Língua Portuguesa em instituições de ensino superior públicas e privadas. A premiação da Professora Silvia Gonçalves reafirma a relevância da atuação de mulheres negras na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.


Silvia expressa grande orgulho de sua jornada, mas destaca sua verdadeira paixão na gestão universitária, onde atua desde o ano 2000. Ela já ocupou cargos como coordenadora de curso, diretora de regulação acadêmica, diretora de faculdades e pró-reitora acadêmica. Conforme ela mesma afirma, "O título não importa, o que interessa é que eu esteja à frente de um projeto, de um desafio e, acima de tudo, de colaborar com o transformar da vida de pessoas, famílias e histórias de vida que podem mudar com o estudo, a pesquisa e a extensão. Isso me deixa feliz".


A cerimônia de premiação ocorrerá no próximo dia 25 de julho, às 17h, no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores de Salvador. A iniciativa, conduzida pela vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação, coincide com o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional da Mulher Negra.


A vereadora Ireuda Silva ressalta a importância do prêmio e da data: "Desse modo, penso que este dia e este prêmio são o mínimo que podemos fazer para reafirmar o nosso posicionamento, mostrar que nós, mulheres negras, estamos aqui, que somos peças fundamentais da história do Brasil e da Bahia. E que lutamos constantemente para melhorar a realidade de todas nós".


Quem foi Maria Felipa?


Maria Felipa de Oliveira foi uma figura histórica crucial na luta pela Independência da Bahia. Marisqueira e pescadora da Ilha de Itaparica, ela, assim como Joana Angélica e Maria Quitéria, desempenhou um papel fundamental em 1823. Liderou um grupo de mais de 200 pessoas, composto por indígenas tupinambás e tapuias, além de outras mulheres negras, em batalhas contra as tropas portuguesas que atacavam a ilha. É atribuída a esse grupo a responsabilidade pela queima de pelo menos 40 embarcações portuguesas, um ato de grande impacto na guerra pela independência.


Lista de homenageadas em 2025:


Dalila Garcez – Psicóloga

Jaqueline Silva da Hora – Coordenadora de Políticas Públicas para a Juventude (SPMJ)

Kauane Brito – Jornalista, TVE

Isabela Sousa – Vereadora

Ana Portela – Jornalista, TV Câmara

Manuela Rosa – Radialista, Rádio Câmara

Miryan Yusuf – Médica

Rosenir Almeida – Subtenente, Comandante da Ronda Maria da Penha da Ilha

Simone Dias – Tenente, PMBA

Priscila Pires – Jornalista, TV Aratu

Eliete Paraguassu – Vereadora

Jaqueline Rosa – Trancista

Alessandra Dias – Guarda Civil Municipal

Ana Paula Costa – Major, PMBA

Ana Paula Bezerra – Policial Penal

Reijane Dantas – Tenente-Coronel, Corpo de Bombeiros

Cássia Santos – Pastora

Nasciara Nascimento Souza – Capitã de Corveta, Marinha do Brasil

Gladys Melo Nunes – 3º Sargento, Exército Brasileiro

Patricia Maria – Ginecologista

Priscila – Fisioterapeuta

Silvia Gonçalves – Professora

Maria Francelina – Empreendedora

Tatiana Factum – Empreendedora

Andrea Nascimento – Chef Executiva e Diretora Comercial, Solar Gastronomia

Flavia Silva – Estrategista de Carreira

Lutiane Ferreira – Tenente-Coronel, Bombeira Militar

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