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Tartarugas aparecem mortas em praia de Niterói e suspeita de vazamento de óleo preocupa pescadores

A aparição de tartarugas marinhas mortas na Praia Grande, em Niterói, aumentou a preocupação de pescadores da região nos últimos dias. Os animais foram encontrados entre quarta-feira (11) e quinta-feira (12), levantando suspeitas de contaminação do mar por óleo.


Segundo relatos de trabalhadores que atuam na pesca artesanal na área, a mortandade pode estar relacionada a um possível vazamento que estaria atingindo o mar há pelo menos três dias. Um dos animais encontrados estava preso a um pedaço de isopor, o que também reforça o alerta sobre as condições ambientais no local.


Pescadores afirmam que o resíduo oleoso estaria chegando ao mar por meio de uma galeria pluvial que desemboca na faixa costeira da praia. Vídeos gravados por moradores e trabalhadores mostram uma mancha escura saindo da tubulação e se espalhando na água.


As imagens circularam nas redes sociais e também foram divulgadas pelo vereador Professor Túlio, que cobrou apuração sobre a origem da substância e possíveis impactos ambientais.


De acordo com os pescadores, técnicos do Instituto Estadual do Ambiente estiveram na área e instalaram uma boia de contenção para evitar que o material se espalhe ainda mais pelo mar enquanto a investigação sobre a origem do vazamento é conduzida.


Levantamentos recentes também indicam um aumento no número de tartarugas mortas na cidade. Nos últimos três meses, cerca de 50 animais foram encontrados sem vida em praias do município.


A situação preocupa moradores e trabalhadores da região, já que a presença de óleo no mar pode causar danos graves à fauna marinha e comprometer o equilíbrio do ecossistema costeiro. Além disso, pescadores relatam que a contaminação da água já começa a afetar a rotina de trabalho, dificultando inclusive a limpeza de equipamentos e caixas usadas para armazenar pescado.


A área atingida integra a zona de influência da Baía de Guanabara, uma região ambientalmente sensível e que já enfrenta desafios históricos relacionados à poluição.


Procurado, o Instituto Estadual do Ambiente informou que segue analisando a situação e que a origem do vazamento ainda está sendo investigada. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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