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Desigualdade racial na saúde é debatida em audiência pública na Alerj

Dados apresentados apontam maior mortalidade materna entre mulheres negras no estado do Rio


Saúde e desigualdade


A desigualdade no acesso à saúde pública esteve no centro de uma audiência realizada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O encontro, promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres, discutiu os impactos das diferenças raciais nos indicadores de atendimento e mortalidade materna no estado.


Durante o debate, foram apresentados dados da pesquisa “Nascer no Brasil II”, desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz.


Dados acendem alerta


Segundo o levantamento, a taxa de mortalidade materna entre mulheres negras no estado é superior à registrada entre mulheres brancas.


O estudo também apontou que gestantes negras enfrentam mais dificuldades no acesso precoce ao pré-natal e apresentam maior incidência de condições como hipertensão e diabetes durante a gestação.


Os participantes da audiência destacaram que esses fatores refletem desafios históricos relacionados ao acesso e à qualidade da assistência em saúde.


Política pública e implementação


Outro ponto discutido foi a aplicação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, criada em 2009.


De acordo com os debatedores, a implementação das diretrizes ainda ocorre de forma desigual em diferentes municípios, o que impacta diretamente a efetividade das ações voltadas à redução das desigualdades.


A deputada estadual Renata Souza, presidente da comissão, defendeu a ampliação de medidas voltadas à reparação e promoção da igualdade racial.


Atendimento e acolhimento


Durante a audiência, também foram apresentados dados da Sala Lilás da Alerj, espaço voltado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência e negligência institucional.


Segundo informações divulgadas no encontro, o serviço já realizou centenas de atendimentos desde sua criação, com predominância de mulheres negras entre os casos acompanhados.


O debate faz parte das discussões sobre políticas públicas voltadas à redução das desigualdades no acesso à saúde e proteção de grupos vulneráveis. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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